MEC reconhece a Escola Pamáali como “instituição de referência para inovação e criatividade na educação básica do Brasil”

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A Escola Baniwa e Coripaco Pamáali recebeu no mês de janeiro deste ano, Certificado de reconhecimento como instituição de referência para Inovação e Criatividade na Educação  Básica, pelo Ministério da Educação – MEC.

Em ofício, a Equipe de Inovação e Criatividade na Educação Básica do MEC parabenizou a iniciativa: “Parabéns pelo trabalho realizado até agora, e continuem no caminho pela melhoria da qualidade de educação básica brasileira”.

O MEC também informou que, foi criado, através da Portaria 1.154 de 23 de dezembro de 2015, a Comissão de Orientação e Acompanhamento da Iniciativa Inovação e Criatividade na Educação Básica, que tem como  uma de suas atribuições, acompanhar o desenvolvimento organizações reconhecidas como inovadoras e criativas.

André Baniwa, presidente da Organização Indígena da Bacia do Içana (Oibi), um dos principais idealizadores do Projeto de Educação Escolar Baniwa e Coripaco, comemorou o reconhecimento: “Compartilhamos com todos, pois todos de uma forma e de outra são cooperadores uns mais intensivo e outros menos, mas igualmente queremos reconhecer e agradecer todo apoio que a Escola Baniwa e Coripaco – Pamáali vem recebendo para desenvolver suas experiencias que finalmente são reconhecidos pelo MEC, mesmo que sem recursos financeiros, mas é um sinal de que estamos no caminho certo, apesar de árdua”.

A escola Pamáali é resultado de um grande movimento das comunidades da região do Içana e afluentes organizadas em grandes encontros e assembleias coordenadas pela Organização Indígena da Bacia do Içana (Oibi), desde 1992.

Implantada em 2000, sua missão é desenvolver a Formação dos cidadãos Baniwa e Coripaco, com metodologia de ensino-pesquisa participativo, com base nos princípios e valores interculturais para serem protagonistas no desenvolvimento sustentável de suas comunidades e na construção da Política de Educação Escolar Indígena no Rio Negro.

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Uma corrida pra não esquecer: Baniwa participa do evento de comemoração de 20 anos da ATIX no Parque do Xingu

Foto: Patrícia Zuppi

Foto: Patrícia Zuppi

Francinéia Fontes, 29, atual vice coordenadora do Departamento de Mulheres da FOIRN, que é membro da Rede de Cooperação e Alternativas (RCA), foi indicada para participar e representar a federação no evento de comemoração de 20 anos da Associação da Terra Indígena Xingu – ATIX, no Parque do Xingu.

Nem mesmo a distância percorrida para chegar lá, como ela mesma definiu “Muito longe para chegar aqui”foi suficiente para fazer ela não participar dos jogos e da programação recheada de danças, brincadeiras e jogos.

Os 20 anos de história da ATIX mostrou que as lutas pelos direitos são intensos, especialmente na proteção do território “contra as invasões de madereiros, de plantio de soja, milho. Dói no coração conhecer a história de um povo que luta e nunca cansa, nunca desiste de lutar para cuidar do seu território pensando nas futuras gerações”.

“Apesar de todas essas ameaças, o povo daqui mantêm a cultura viva”.

A história de luta dos povos que vivem no Xingu, me mostrou que como lideranças, nunca devemos desistir, ainda que a luta pelo nossos direitos muitas vezes não são fáceis. Aprendi com eles que nunca devo baixar a cabeça, mas, que devo, devemos continuar.

Ao final de três dias a Francinéia resumiu a visita e a experiência “Xingu terra maravilhosa, povo hospitaleiro, gentil e humilde”.

Criada no dia 18 de setembro de 1995, a ATIX depois de 20 anos reúne os 16 povos, as lideranças históricas do Xingu e da nova geração no centro do Parque Indígena do Xingu, para pensar os desafios dos próximos anos.