Agricultores e artesãos do médio Içana criam cooperativa Kaalikattadapa

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Foto: Acervo/Projeto Mawako – reprodução

Mais uma ação realizada no âmbito do Projeto Mawako (saiba mais sobre o projeto). A primeira atividade foi a realização da oficina Encontro de sons para a formação de novas lideranças e valorização cultural, na comunidade Ucuki Cachoeira, em março de 2015.

Em novembro de 2015, foi realizado um encontro, dessa vez, na comunidade Santa Rosa do médio Içana para discussão e estudo dos problemas enfrentados na produção alimentícia e artesanato como geração de renda nas comunidades, afim de atender as necessidades básicas das famílias.

Nesse encontro os moradores da comunidades local e vizinhas, destacaram  que seria necessário diante de todos os problemas enfrentados ao longo dos anos a organização dos agricultores e agricultoras para que fortalecesse a produção, o escoamento e venda de produtos que já produzem, pois ocorria que cada família era responsável pelo escoamento e venda na sede do município, ainda enfrentando na sede a falta de espaço adequado para abastecimento e venda de produtos na sede ou fora do município e a desvalorização dos produtos.

Mais um passo dessa construção foi dado entre os  dias 15 e 16 de abril de 2016, com a realização do II Encontro dos Agricultores e agricultoras Indígenas na comunidade Santa Rosa médio rio Içana, com a participação das comunidades vizinhas: São José, Tapira Ponta e Santa Marta.

Resultado desse encontro, após debates e discussões foi a criação da Cooperativa dos Agricultores, Agricultoras e Artesões indígenas Kalikattadapa – CAIK, com objetivo de coordenar junto com os cooperados os trabalhos de produção de alimentos e artesanatos, buscando junto os meios necessários para minimizar os problemas, valorizando jovens na participação dentro do processo.

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Foto: Acervo/Projeto Mawako – reprodução

O Conselho Administrativo da cooperativa criada é composto por: Marcelino Fontes diretor Presidente, Laurentino diretor vice-presidente e Marino Fontes diretor Secretário.

“Quero Parabenizar a todos os participantes e colaboradores pela iniciativa e promoção de espaço de discussão para junto discutir os problemas enfrentados pelos agricultores, agradecer o capitão da comunidade, vice capitão e senhor Laurentino e todos os participantes das comunidades. Agradecer a participação da Vera Lucia, Honeide Lima, Maria Couto, Ranna que se dispuseram a vim para colaborar junto com os agricultores, deixaram seus lares e familiares para participar conosco deste processo. Agradecer também o Isaias Diretor vice-presidente da FOIRN pelo apoio, a Câmara Municipal, a Diocese de São Gabriel da Cachoeira e a todos que colaboram neste processo em nome dos agricultores estender este agradecimento. Desejo sucesso a todos, a luta continua!”- afirmou Trinho Paiva, coordenador do Projeto Mawako. 

Conheça e faça parte do Projeto Mawako! 

Pimenta Baniwa na Conexão São Paulo-Biomas, realizado em SP

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Da esq à dir. Beto Ricardo/ISA, André/ATA, Júlia e André Baniwa/Pimenta Baniwa.                 Foto: reprodução 

Ontem, 16 de março, a Conexão São Paulo Biomas, realizado  no Mercado de Pinheiros em São Paulo reuniu representantes de experiências de 4 biomas brasileiras como a Amazônia, Cerrado, Pampas e Mata Atlântica.
A Conexão São Paulo – Biomas é  uma iniciativa do Instituto ATÁ em parceria com a Prefeitura de São Paulo, o Instituto Socioambiental (ISA), o Instituto Auá, a Central do Cerrado, o grupo Quintana e o Mocotó Café.
Representando a Bioma Amazônia, a Pimenta Baniwa e a cerâmica do Rio Negro foi apresentado  ao público, pelo presidente da Organização Indígena da Bacia do Içana (Oibi), André Baniwa e a Júlia Fernando – gerente da Casa da Pimenta Tsitsiadoa, localizada nas proximidades de São Gabriel da Cachoeira (AM).
“Na mesa de conversa falamos sobre a importância e o valor cultural da pimenta para o Povo Baniwa e dos povos indígenas do Rio Negro. Tenho certeza que muitos gostaram da nossa experiência”-disse André.
“No evento teve apresentação de  produtos e experiências desenvolvidas em cada biomas, que proporcionou o compartilhamento de  aprendizagens, dificuldades e problemas enfrentadas. muitos destes comuns entre as experiências apresentadas. Essa iniciativa segundo organizadores é inédita e esperamos que continue dando certo e mais pessoas possam também conhecer e gostar cada vez mais da nossa Pimenta Baniwa”, completa André.
A  inauguração da Conexão São Paulo – Biomas contou, além da cerâmica do Alto Rio Negro e a Pimenta Baniwao, com o Mel dos índios do Xingu e o especialíssimo óleo de pequi dessas populações indígenas, além da cerâmica dos Waujá e dos utensílios de cozinha dos índios Yudjá, que habitam o Parque Indígena do Xingu.A castanha do Pará e a farinha de mesocarpo de Babaçu, dos extrativistas da Terra do Meio  no Pará, e a farinha de mandioca caseira, a banana chips, a taiada e a rapadura, produzidas pelas comunidades quilombolas do Vale do Ribeira.

MEC reconhece a Escola Pamáali como “instituição de referência para inovação e criatividade na educação básica do Brasil”

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A Escola Baniwa e Coripaco Pamáali recebeu no mês de janeiro deste ano, Certificado de reconhecimento como instituição de referência para Inovação e Criatividade na Educação  Básica, pelo Ministério da Educação – MEC.

Em ofício, a Equipe de Inovação e Criatividade na Educação Básica do MEC parabenizou a iniciativa: “Parabéns pelo trabalho realizado até agora, e continuem no caminho pela melhoria da qualidade de educação básica brasileira”.

O MEC também informou que, foi criado, através da Portaria 1.154 de 23 de dezembro de 2015, a Comissão de Orientação e Acompanhamento da Iniciativa Inovação e Criatividade na Educação Básica, que tem como  uma de suas atribuições, acompanhar o desenvolvimento organizações reconhecidas como inovadoras e criativas.

André Baniwa, presidente da Organização Indígena da Bacia do Içana (Oibi), um dos principais idealizadores do Projeto de Educação Escolar Baniwa e Coripaco, comemorou o reconhecimento: “Compartilhamos com todos, pois todos de uma forma e de outra são cooperadores uns mais intensivo e outros menos, mas igualmente queremos reconhecer e agradecer todo apoio que a Escola Baniwa e Coripaco – Pamáali vem recebendo para desenvolver suas experiencias que finalmente são reconhecidos pelo MEC, mesmo que sem recursos financeiros, mas é um sinal de que estamos no caminho certo, apesar de árdua”.

A escola Pamáali é resultado de um grande movimento das comunidades da região do Içana e afluentes organizadas em grandes encontros e assembleias coordenadas pela Organização Indígena da Bacia do Içana (Oibi), desde 1992.

Implantada em 2000, sua missão é desenvolver a Formação dos cidadãos Baniwa e Coripaco, com metodologia de ensino-pesquisa participativo, com base nos princípios e valores interculturais para serem protagonistas no desenvolvimento sustentável de suas comunidades e na construção da Política de Educação Escolar Indígena no Rio Negro.

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Em carta lida e entregue ao Procurador da República, lideranças Baniwa pedem exoneração imediata da atual Coordenadora do DSEI – ARN durante Audiência Pública em São Gabriel da Cachoeira

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Sr. Procurador do Ministério Público Federal do Amazonas e demais autoridades e parentes indígenas presentes.

Queremos aqui em nome de mais de 1.400 famílias Baniwa e Kuripako, de 6.300 pessoas, 93 comunidades e sítios, somos povos habitantes milenares da Terra Indígena Alto Rio Negro demarcado e homologado em 1998. E neste ato público reafirmamos verdadeiras as denúncias feitas pela FOIRN nos últimos quatro anos (2013, 2014, 2015 e 2016). Pois, descasos, negligências e omissões têm sido as marcas da Gestão da SESAI através do DSEI e seus gestores nestes últimos tempos aqui no Rio Negro. Como não bastasse com isso os nossos direitos são violados, seus princípios e negando os direitos das comunidades indígenas Baniwa e Kuripako garantidos na Constituição Federal de 1988.

Manifestamos aqui que no dia 10 de Outubro de 2015 o povo Baniwa e Kuripako fez uma denúncia encaminhada pela nossa representação indígena FOIRN ao Ministério da Saúde. E ficamos bem surpresos com a resposta, além de ter levado seis meses para que SESAI respondesse e explicasse equivocadamente sobre as nossas reivindicações. Depois desse tempo não mudou em nada, as nossas reivindicações continuam os mesmos: (1) Ausência e atraso de 1 ano da Equipe de Saúde multidisciplinar nas comunidades; ano passado as equipes estiveram apenas duas vezes; na resposta do DSEI pela atual gestora estiveram presentes 3 a 4 vezes, que na verdade não aconteceu, mesmo que fosse, estaria e está completamente fora do plano de funcionamento dos Pólos base que deveria funcionar permanentemente, apenas equipes se revezariam; (2) As construções previstos não começaram, segundo DSEI ainda estão em processos, mas já foram mais de cincos anos; será que leva tanto tempo assim para fazer uma obra? Os pólos base já caíram: Camarão, Tunui, Tucumã, Canadá e São Joaquim; (3) A estrutura física da CASAI está deficiente e não atende a demanda dos pacientes indígenas do rio Içana; (4) Os medicamentos nos Pólos Base e nas comunidades continuam em falta, completamente escasso, dificultando medicações dos pacientes com doenças curáveis; (5) Remoção de paciente Inadequada no caso de emergência sem considerar a humanização recomendada pela Política Nacional de Humanização – PNH do Sistema Único de Saúde – SUS; (6) Atendimento inadequado aos pacientes indígenas Baniwa e Koripako; (7) Os profissionais de saúde dos Pólos continuam sem condições de melhorias no trabalho e no transporte: como motores de polpa e botes de alumínios de capota; (8) Há 13 (treze) anos atrás a região, as comunidades, o povo Baniwa e Kuripako não apresentava quase nada de incidência de malaria, que hoje se encontra alta, fazendo as pessoas sofrerem mais, além da filaria medicável ainda não ser resolvida, apesar dos diagnósticos realizados através da pesquisa do INPA em 2009 e 2010 com recomendações de procedimentos para tratamento e da sua erradicação; (9) Falta de assistência da FUNASA nas comunidades onde há o caso de Malária; (10) Atualmente as condições de trabalho de profissionais de saúde são ruins, alem de insuficientes. No momento não tem nada de equipes de saúde nas comunidades indígenas Baniwa e Koripako neste novo ano de 2016.

Sr, Procurador, quando há uma denúncia entendemos que quer se buscar diálogo. Mas a SESAI não dialoga com os povos indígenas. Assim entendemos que a palavra diálogo e planejamento participativo e gestão com transparência está bem longe da atual gestão. E mais uma vez enumeramos aqui as nossas propostas para melhoria da saúde indígena: 1) Exoneração imediata da gestora e indicação para nomeação de um novo Coordenador Distrital da Saúde Indígena do Rio Negro com participação da FOIRN; 2) Afastamento imediato do Presidente do CONDISI e realização da reunião extraordinário do CONDISI para eleição da nova diretoria; 3) Fazer auditoria independente para reorganização, planejamento e funcionamento do DSEI; 4) Diálogo permanente com a FOIRN para reorganização e funcionamento do Controle Social, por exemplo, em vez de Conselhos Locais, Conselhos sub-regionais; 5) A FOIRN deve participar na formação de profissionais de saúde e na seleção de recursos humanos; 6) Um novo coordenador deverá fazer um novo aluguel para sede do DSEI, pois sede atual é completamente inadequada e espaço insuficiente; 7) A FOIRN devera participar do Planejamento Estratégico do DSEI Rio Negro, avaliação e monitoramento trimestral;

Especificamente aos povos indígenas do Rio Içana Baniwa e Koripako propomos seguintes: (1) Reconhecimento dos profissionais capacitados em varias áreas de saúde como: (TACIS- Técnico Agente Comunitário Indígena de Saúde, Microscopistas); (2) Os Pólos Base precisam ser reconstruídos com urgência para garantir o atendimento adequado aos pacientes e evitar o grande número de pacientes que descem para a CASAI em São Gabriel da Cachoeira; (4) Reforma na estrutura física da CASAI, garantindo espaço e banheiros adequados para o tratamento dos pacientes indígenas; (5) Estabelecer novo contrato de resgate aéreo para os pacientes graves; (6) Programa de formação aos profissionais de saúde para o atendimento específico e especial as populações indígenas; (7) Atualmente é fundamental que os pólos base do Içana e Ayari tenham um microscopista, visando acelerar o diagnóstico (exame laboratorial) e realizar o tratamento de malária e filariose no local com eficiência, pois as comunidades Baniwa segundo gráfico do DSEI são que mais sofrem com a malária.

Dr. se não for assim, o nosso bem-viver estará mais comprometido ainda. Por isso a gestão precisa urgentemente melhorar. Pois, atualmente entre 71% a 78% do uso do recurso financeira está somente no pagamento de recursos humanos, prejudicando enormemente a parte que faz funcionar nas comunidades indígenas e é por isso que hoje não funciona e desse jeito não tem como funcionar. Ano passado, por exemplo, segundo DSEI foram gastos apenas 6 milhões e esse ano de 2016 a previsão é de 7 milhões. A prestação de informação e prestação de conta da SESAI e DSEI são completamente inadequadas e incompletas.

Dr. exigimos que nossos direitos sejam respeitados e cumpridos!

Leia também: Procurador da República recebe dossiê com denuncias de violações contra dos direitos indígenas em Audiência Pública na Casa do Saber da FOIRN em São Gabriel da Cachoeira.

Reconstruindo o projeto Bem-Viver Baniwa e Koripako

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Reunião de lideranças Baniwa na sede do Instituto Socioambienta, em São Gabriel da Cachoeira. Foto: Ray Benjamim

Lideranças Baniwa, membros do Conselho Kaaly, se reuniram no dia 3 de fevereiro em São Gabriel da Cachoeira, para uma conversa sobre o tema ” Rescrevendo o Bem-Viver Baniwa e Koripaco”, com objetivo de avaliar as ações realizadas na região do Içana em 2015 e compartilhar  informações sobre os planejamentos de ações para 2016, bem como discutir e debater temas como a importância dos conhecimentos tradicionais Baniwa e Koripako para o fortalecimento das ações e desenvolvimento de novos projetos na região do Içana.

Conhecimentos Tradicionais e científicos como base para os projetos de desenvolvimento

A apresentação de sínteses de pesquisas acadêmicas realizadas sobre os povos indígenas do Rio Negro e alguns especificamente sobre os Baniwa (e pesquisas feitas por pesquisadores externos, como Robin Wright, Luiza Garnelo  e  pesquisadores Baniwa como Gersen Luciano, Franklin Paulo, Alfredo Brazão e outros) foi feita pelo Juvencio Cardoso  ou Dzoodzo – como ele é chamado pelos Baniwa.

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Juvêncio Cardoso ou Dzoodzo fazendo exposição. Foto: Ray Benjamim

Já existem várias pesquisas acadêmicas sobre o nosso povo e de outros povos indígenas do Rio Negro, precisamos, usar as sugestões e recomendações como base das nossas discussões e debates de nossos projetos, disse Dzoodzo.  Essas pesquisas afirmam e confirmam que os conhecimentos tradicionais são fundamentais para a realização de nossos projetos de desenvolvimento, precisamos considerar estes conhecimentos quando pensarmos em algum projeto para o nosso povo, completa Dzoodzo.

André Baniwa, lembrou durante o debate que esse tem sido um dos pontos importantes considerados nos projetos desenvolvidos pela OIBI, mencionando como exemplo, a Pimenta Baniwa, que tem como base, principalmente os conhecimentos e prática dos povos Baniwa e Koripako.

A construção do projeto Bem-Viver dos Povos Baniwa e Koripaco, de acordo com o debate, deve levar em consideração os dois conhecimentos, especialmente, os conhecimentos tradicionais. “Precisamos pensar juntos e ter como base esses conhecimentos para fortalecer nossos projetos que visam o bem-viver ou viver bem nas nossas comunidades e para o nosso povo”, diz André.

Em 2012, a Organização Indígena da Bacia do Içana (OIBI), recebeu durante o V Encontro Baniwa e Coripaco, realizado na comunidade Castelo Branco, médio Içana, a missão de elaborar o Projeto Manakai do Bem-Viver Baniwa e Koripako,   que propõe o Uso Sustentável da floresta e da biodiversidade no Território Tradicional do povo Baniwa e Koripako. Na época o projeto seria apresentando ao BNDS, porém, por problemas de documentação, não foi possível ser encaminhado, apesar de o projeto ter sido elaborado.

Com início de construção do Plano de Gestão Territorial e Ambiental Baniwa e Koripaco em 2015, a ideia é aperfeiçoar o projeto elaborado em 2012, e ampliar a discussão junto com as comunidades no âmbito desse plano.

A reunião teve como tema ” Reconstrução do Bem-Viver Baniwa e Koripako”, porque já teve isso no passado, e precisamos reconstruí-la novamente, mas, dessa vez, precisamos usar os nossos conhecimentos tradicionais e apropriar os conhecimentos científicos necessários.  A elaboração do PGTA Baniwa e Koripako é uma dessas ações. Assim, queremos construir nosso projeto de Viver-Bem, para nós hoje, e para as futuras gerações.

As reuniões podem ser participadas pelos Baniwa interessados em colaborar nas discussões e debates sobre esses temas.

Agenda Içana 2016

  • Assembléia eletiva da CABC/FOIRN – 19 a 21 de Maio– realizar com apoio da FOIRN.
  • VI Encontro de Educação (como está ensino e aprendizagens dos estudantes de filhos Baniwa e Koripako? Como melhorar a formação de professores Baniwa e Koripako?) – 6 a 8 de Julho.
  • Conferência do povo Baniwa e Koripako – 12-15 outubro (Como estamos? O que temos que fazer na Organização Social Baniwa e Koripako?).
  • II Oficina de PGTA – 9 a 12 de Novembro (levantamentos de dados nas comunidades, discussão com pesquisadores indígenas e não indígenas e realização da II Oficina para sistematização dos dados trabalhados).
  • Festival de “Pimenta Baniwa” a ser iniciada na inauguração da Casa da Pimenta Baniwa Takairo na comunidade Canadá, Rio Ayari.