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Baniwa, Intercâmbio, Pimenta Baniwa, Povos do Rio Negro

Em intercâmbio no Rio Negro, Mundurkus e Kayabis conhecem experiência Baniwa e a tradicional quinhapira

Em visita a Casa da Pimenta Titsiadoa, em Yamado.

Em visita a Casa da Pimenta Titsiadoa, em Yamado.

Realizado entre 21 a 24 de setembro, em São Gabriel da Cachoeira, o intercâmbio das associações Apiaká, Kayabi e Munduruku da região do Baixo Rio Teles Pires/MT e as experiências dos Povos do Rio Negro através da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Organização Indígena da Bacia do Içana e Coordenação Regional do Rio Negro/FUNAI.

A vinda ao Rio Negro teve como principal objetivo conhecer as experiências de gestão e o histórico das organizações mencionadas acima, para fortalecimento das associações dos povos que também enfrentam desafios com a construção das hidrelétricas na região onde vivem.

Em três dias de palestras, conheceram o histórico do movimento indígena no Rio Negro, bem como a atuação dela em políticas públicas, demarcação e fiscalização em Terras Indígenas, saúde indígena, educação escolar indígena e fomento de atividades de geração de renda.

Em visita à comunidade Yamado

Em visita à comunidade Yamado

“A OIBI cumpriu a missão com os parentes Kaiabi, Munduruku e Apiaka que vieram fazer intercâmbios com os povos indígenas do Rio Negro. A OIBI colaborou com eles contando experiência do povo Baniwa, suas lutas junto aos demais povos indígenas do Rio Negro. Contamos experiência e aprendizados da nossa associação OIBI em 24 anos: sucessos e dificuldades – trabalhos e reconhecimentos… Puderam conhecer casa da Pimenta Baniwa e experimentaram quinhapira e moqueado com pimenta, xibé e caribé… neste intercambio pudemos conhecer também a realidade que os parentes enfrentam em suas terras no Estado do Pará e Mato Grosso”- disse André Baniwa, que fez palestra sobre a experiência da OIBI, e levou os visitante a conhecer a Casa da Pimenta Titsiadoa, a comunidade Yamado.

“Que esses aprendizados ajudem vocês a fortalecer as suas organizações para continuar lutando pelos direitos e pela melhoria da qualidade de vida do povo de vocês”- afirmou Almerinda Ramos de Lima, Presidente da FOIRN.

Em reunião de avaliação, os visitantes afirmaram que a vinda ao Rio Negro foi muito proveitosa, conheceram experiências que vão ajudar a fortalecer ainda mais as experiências que desenvolvem na região onde moram. E que não vão esquecer da “pimenta” que conheceram por aqui.

Sessão de avaliação e encerramento do intercâmbio na Maloca da FOIRN. Foto: Ray Benjamim

Sessão de avaliação e encerramento do intercâmbio na Maloca da FOIRN. Foto: Ray Benjamim

E ainda, as instituições que fizeram parte desse intercâmbio como as associações visitantes e as locais reafirmaram a necessidade e a importância da realização de novos intercâmbios no futuro, pois, são formas de troca de experiências e conhecimentos para melhorar a gestão das associações e consequentemente do território e a luta pelos direitos.

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Discussão

2 comentários sobre “Em intercâmbio no Rio Negro, Mundurkus e Kayabis conhecem experiência Baniwa e a tradicional quinhapira

  1. Foi bom conhecer os parentes de outra região mas somos todos indígenas lutando em busca da melhorias pra nossa comunidade

    Curtido por 1 pessoa

    Publicado por Josué | 27 de setembro de 2015, 10:54

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  1. Pingback: Em intercâmbio no Alto Rio negro representantes de organizações Munduruku, Kayabi e Apiaká visitam a FOIRN | Terra e Cultura - 28 de setembro de 2015

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